Ata nº 78 - 19/05/2010 - Reunião da Rede Recria
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Reunião da Rede Recria
Data: 19/05/2010
Horário: 08h30min
Local: Associação Jesus Senhor
Coordenação: Miriam Nora (Diretora da Infância e da Juventude da FAS)
Assuntos tratados:
Abertura: Miriam Nora: Bom dia a todos. Gostaria de agradecer a presença de todos da rede da criança e do adolescente que vieram e se deslocaram para outro espaço, que também é da rede, e que muito nos acolheu e sempre nos acolhe.Dizer ainda da satisfação de tê-los aqui.
Hoje é um dia especial, por que estão aqui os candidatos ao Conselho Tutelar, eleição que vai ser realizada agora dia 30 de maio em toda a comunidade caxiense inclusive no interior. Vai dar um trabalho grande, mas é por ai mesmo. Acho que é a maneira de resgatar a imagem do conselho tutelar e também de fazer o conhecimento chegar a outros locais que muitas vezes não sabem bem. A população, a comunidade não sabe bem pra que veio o conselho tutelar, não tem claro ainda hoje, apesar de que ele está no Estatuto da Criança e Adolescente desde 1990. Mas é uma luta de toda uma comunidade, de toda uma política pública, de toda a sociedade civil organizada e cada um de nós que trabalha em prol do bem estar e dos direitos da criança e do adolescente com certeza a gente vai aprimorar cada vez mais este trabalho na infância buscando soluções, porque se sabe que infelizmente a violência, por mais que se trabalhe, ela está ali presente no dia a dia, nos lares, na comunidade, na nossa sociedade, enfim.
Então hoje nós temos com prazer essa apresentação dos candidatos. Nós convidamos todos os candidatos a conselho tutelar aqui presentes, para que venham a frente. Gostaria de dizer que o candidato Marcos Abreu não pode se fazer presente porque há uma reunião no Ministério Público e ele está representando o conselho tutelar nessa reunião.
Bem o que nós pensamos enquanto rede. Num primeiro momento pensamos num questionamento, de que toda a rede estaria com muita vontade de fazer perguntas aos candidatos ao conselho tutelar e realmente fizemos contato com alguns segmentos dentro da proteção básica, proteção especial e alta complexidade, para que encaminhassem, dentro do possível, perguntas e vieram perguntas demais, muitas perguntas e ontem nós nos reunimos enquanto conselho gestor, enquanto rede, para vermos a possibilidade de elencarmos algumas questões e até pensamos nisso, porém são tantas as perguntas que seriam dirigidas a vocês que pensamos agora de não fazermos da maneira como tínhamos pensado. Pensamos então em fazer a apresentação, onde cada um vai apresentar-se e depois nós abriríamos para a rede até dez questões. Qualquer pessoa da rede pode se dirigir aos conselheiros como um todo, não é uma questão dirigida a um candidato, mas qualquer candidato poderá responder se a rede, assim entender.
As questões que chegaram a nós estavam centradas no Acolhimento, no sigilo e na ética profissional, nas denúncias em loco ou não, no conhecimento da Rede, o que significa conhecer a rede. Foram assim, acho as que mais chegaram a nós e acredito que seria importante nós pensarmos também nisso, em todas essas questões que chegaram até nós. A partir do momento em que estiver eleito o conselho tutelar, nós repassaremos as questões para que todos tenham o conhecimento, aprofundem o seu conhecimento, para que possam também se dar conta das dificuldades que a rede tem enfrentado dentro da rede em si, dos programas de atendimento, do relacionamento conselheiros tutelares com a rede. Enfim, eu acho que é bem importante que todos vocês tenham conhecimento do que chegou nas nossas mãos. Claro que, se eleitos, bom tá aqui um retrato mínimo da rede, daquilo que sentem no dia a dia, para que a gente possa em conjunto buscar soluções. Então, pensamos assim, por ordem alfabética, por ordem do número que foi colocado aqui, que vocês venham um a um e falem o seu nome, entidade que representam e o que motivou a candidatura ao conselho tutelar, no microfone, porque tudo está sendo gravado, para que a reunião seja transcrita em ata. Vocês sabem no site da Recria tem um ícone, um link que diz atas. Ali, nas atas da rede vocês vão encontrar tudo o que foi dito aqui, certo.
Então, vamos começar com a Cecília Silveira Leite.
Apresentação dos candidatos ao Conselho Tutelar:Cecília Silveira Leite: Bom dia a todos. Meu nome é Cecília Silveira Leite, sou secretária de escola e eu sou indicada pela Sociedade Educação e Caridade, que a mantenedora é a Escola Madre Imilda. Como eu já trabalho há alguns anos com crianças e adolescentes, porque eu trabalho em escola, sou secretária de escola e eu já trabalhei como auxiliar de enfermagem, sempre na área de pediatria e berçário então, é o que eu gosto de fazer, é trabalhar com crianças. E como eu sinto assim, a necessidade de fazer um trabalho mais profundo, ter mais conhecimento, procurar assim, trabalhar dentro deste Estatuto da Criança e do Adolescente, buscar o cumprimento dos direitos da criança e do Adolescente, eu acho muito importante isso. Acho um trabalho muito importante para a sociedade e eu quero fazer parte disso. Eu acho assim, que eu já estou perto de me aposentar lá na escola. De repente eu vou sair de lá e eu quero continuar mais um tempo trabalhando, até num trabalho que eu acho mais importante ainda, e é isso que eu penso.
Miriam Nora: Nós esquecemos de dizer, num primeiro momento, que cada candidato tem até 2 minutos para expor este primeiro pronunciamento. Então agora, Cleonice de Fátima Andrade.
Cleonice de Fátima Andrade: Sou Cleonice, sou guarda municipal. Ela já falou meu nome completo, sou guarda municipal há seis anos. Trabalho no projeto com a guarda municipal integrando a rede de proteção e inclusão social na busca da cidadania ao jovem em situação de vulnerabilidade já há quatro anos. Sou indicada pela Coordenadoria da Juventude, porque a guarda queria me indicar, mas não podia, e quero muito continuar o trabalho que eu já faço nas escolas, na defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes e que é algo que eu gosto de fazer. Inclusive, quem mais me deu força para mim me candidatar foi o conselheiro Marcos que me convidou – Cleonice vamos – nossa ele sempre participa dos encontros, palestras, nos encontramos diversas vezes em escolas, então eu quero continuar esse trabalho na defesa dos direitos da criança e dos adolescentes porque é algo que eu gosto de fazer.
Cleusa de Fátima Oliveira da Silva: Bom dia. Meu nome é Cleusa, trabalho no SINE há quatro anos. Fui indicada pela Secretaria da Justiça e do Desenvolvimento Social – SJDS. Trabalho como voluntária no projeto “Educando com Amor”. Resolvi a trabalhar, a tentar o conselho. Já trabalho como voluntária com crianças e adolescentes. Acho que no momento é isso, obrigada.
Miriam Nora: Daiane da Cruz. Não veio. Fabian Tamura.
Fabian Tamura: Bom dia a todos. Meu nome é Fabian Tamura, fui indicado pelo CASE. Decidi concorrer porque, na verdade assim, eu era atleta do recreio da Juventude, jogava handebol e sempre tive uma ligação muito forte com o esporte e através do esporte eu comecei a realizar trabalhos sociais. Fui voluntário. Fui oficineiro em um dos centros educativos da FAS. Depois tive a oportunidade de viajar para o Japão, onde trabalhei e estudei. Trabalhei com a juventude de lá, com jovens, crianças e adolescentes de lá, e quando retornei aqui pra Caxias, eu noto que existe uma desestruturação familiar muito grande. Minha mãe é professora do município eu converso muito com ela com relação a isso. Vejo que hoje falta essa base familiar pra nossas crianças e adolescentes que estão deixando muito, que tão criando demandas e problemas em escolas e até mesmo dentro de casa e elas tão deixando de desenvolver o seu lado, elas não estão se desenvolvendo e não estão se educando da maneira correta. Então, em função disso e de várias outras questões como violência, drogas, que vêm afetando e que vêm crescendo muito no município eu resolvi concorrer ao conselho tutelar.
Giane Kuhn: Bom dia pessoal. Bom, meu nome é Giane Kuhn, fui indicada pela Comunidade Terapêutica Centro Vita, onde a gente trabalha com a recuperação de pessoas dependentes químicos e eu resolvi entrar nesta caminhada porque eu trabalho também há muitos anos com crianças e a gente vê muita coisa nessa vida. Então, depois também agora trabalhando com o Centro Vita como colaboradora deles lá, eu trabalho com eles com teatro, música e vários atendimentos junto com a família e isso começou a me preocupar muito e eu achei e acho que eu posso fazer muito mais por eles e pelas crianças. Então, eu resolvi me candidatar e quero trabalhar realmente de todo meu coração para fazer as coisas melhorarem, começando por nós, pela nossa comunidade, pela nossa cidade, que é onde nós participamos e eu creio que nós vamos conseguir melhorar bastante a imagem do conselho tutelar que eu acho que é muito importante para a cidade. Obrigada.
Janaina Santos Gil: Bom dia. Meu nome é Janaina Santos Gil, fui indicada pela UAB - União das Associações de Bairros. O que me motivou a me candidatar ao conselho tutelar, eu trabalhei nove anos com educação infantil e como eu faço educação física, todos os meus estágios foram dentro da escola, da sala de aula, o que me motivou é o que os outros candidatos já falaram também de tentar fazer alguma coisa, eu bato na questão dos valores, que os valores estão se perdendo infelizmente, estão sendo destorcidos até muitas vezes, então eu queria trabalhar em cima disso, em cima dos valores. Muito obrigada.
Janice Armino: Bom dia. Meu nome é Janice, fui indicada pela UAB também, pela União das Associações de Bairros. A minha motivação entre todas as que já foram ditas vêm de situações que eu tenho vivido, tenho trabalhado como voluntária já há mais de dez anos, sou pedagoga por formação e tenho trabalhado com as crianças da Igreja Aliança Bíblica, de onde eu freqüento e nós temos um tipo de realidade e a minha situação, a minha intenção era conhecer outras realidades da qual a gente não enxerga, muitas vezes, principalmente aqui em Caxias e até mesmo a rede toda antes eu não conhecia, nem sabia que existia uma rede tão grande como a que a gente tem de atendimento e sempre trabalhei também no atendimento com as famílias, pois a gente crê que começa na família. Quando a família está desestruturada não tem como a criança ser melhor do que ela está sendo, apresentar um comportamento melhor, até uma educação melhor e tem funcionado o trabalho com as famílias e eu creio que é como a Janaina falou, a questão dos princípios é fundamental, as famílias vivem com os princípios destorcidos e isso é em toda a sociedade e como a gente têm trabalhado com isso na igreja eu creio que é isso que tem funcionado. Eu creio que isso funciona para qualquer instituição, para qualquer família, então essa é a minha principal motivação. Obrigada.
Jucimara Vidal: Bom dia. Alguns me conhecem por Juci e outros por Vidal. Estou na Brigada há 20 anos, sou da primeira turma de policiais femininas de Caxias do Sul. Meu primeiro trabalho na área social foi a criação da Patrulha Escolar que acho que muitos já ouviram falar, que seria a integração das crianças junto com suas famílias, a escola e assim a gente também conseguiria dar um olhar especial as famílias. Porque a função do policial militar não seria essa, a função do policial militar é somente a prevenção. Então desde que eu inclui na Brigada a minha visão era essa, era de fazer um trabalho mais na área social. Não imaginei que a Brigada é o órgão que é. Então lá dentro a gente começou a ter idéias e colocar em prática. Faz mais ou menos quinze anos que eu trabalho com crianças e adolescentes, fiz dois anos de trabalhos nos centros educativos da FAS, como coordenadora e acredito que tenho um bom conhecimento hoje. Posso dizer que tenho um bom conhecimento na área da criança e do adolescente bem como a experiência e vontade de trabalhar. Acho que é isso, obrigada. Desculpa, fui indicada pela Sociedade Espírita Jardelino Ramos. Obrigada.
Loci Terezinha de Almeida Prux: Bom dia a todos. Como já foi dito meu nome é Loci Prux, e eu fui indicada pela Secretaria de Justiça e Desenvolvimento Social. Vou falar um pouquinho de mim para vocês saberem quem eu sou. Eu trabalho no SINE atualmente há mais de sete anos e sou membro da Igreja Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias há mais de 20 anos, onde trabalho com jovens praticamente todo esse período, desde que eu entrei na igreja. No início com as crianças na parte primária, onde a gente faz atividades recreativas, depois com jovens, com atividades onde envolvem os pais para que a gente possa ter uma boa relação entre pais e filhos, que hoje na realidade pra mim é a parte mais difícil. Os jovens são extremamente incompreendidos pelos pais, assim como os pais pelos seus filhos. Então, dentro dessa experiência de algumas pessoas me acharem uma pessoa e também me considero uma pessoa paciente, compreensiva e ter um bom relacionamento com os jovens, por isso eu decidi trabalhar e me candidatar. Depois de ter passado por uma série de etapas para chegar até aqui. Então, não foi fácil, nós tivemos que fazer um cursinho onde nos deu uma visão clara do que é o Conselho Tutelar, o que acontece lá. Muitos decidiram não concorrer, mas nós todos estamos aqui para enfrentar o que tiver que vim, acho que é isso.
Miriam Nora: Marcelo Valmir Vanzin da Silva, não se encontra. Marcos Antonio Castilho de Abreu também não. Como coloquei no início ele está numa reunião com o Ministério Público.
Marien Regina Andreazza: Bom dia a todos e a todas. Meu nome é Marien, sou professora da rede municipal há 19 anos. O que me fez ser candidata ao conselho tutelar, na verdade toda a minha formação é dentro da Rede de Atenção que venho participando há mais de dez anos. Estou na coordenação do movimento, sou indicada pelo Joana D’arc, sou uma das fundadoras do Joana D’arc também. Fiz a minha formação também de juíza mediadora no tribunal de mediação. Tenho um diferencial agora na minha candidatura que foi fazer o meu folder em braile e pra pessoas com baixa visão também, que está ali. Depois se tiver alguém que tiver interesse. Tenho feito várias denúncias enquanto professora na escola. Conheço os abrigos, fui voluntária nos abrigos da FAS tanto no Sol Nascente quanto no Recanto Amigo. Então, eu sei as fragilidades e as potencialidades da rede. Então essa também é uma das minhas motivações pra trabalhar no conselho tutelar. Obrigada.
Meridiara Godin Rodrigues: Sou a Meridiara Godin Rodrigues, represento o CASE e a grande região explanada onde eu moro. Trabalho lá voluntariamente a mais de 16 anos dentro da comunidade e o que me levou a continuar esse trabalho, ajudando as pessoas dentro da comunidade, as crianças que tem muitas dificuldades, todos os tipos de dificuldades, e as famílias. Meu objetivo maior é trabalhar as famílias, junto com o conselho, com todos nós e com a comunidade. Tentar trazer para a comunidade o que é o conselho, divulgar o conselho e continuar trabalhando com essas crianças que a gente já vem trabalhando dentro da comunidade. Tentando, dando um apoio e incentivado elas a mudarem o caminho e a vida deles.
Paulo Roberto Borges: Bom dia a todos e a todas. Sou Paulo Borges, sou conselheiro Tutelar da Macrorregião Sul. Trabalho na área desde 1993 quando fui admitido na extinta COMAI e acredito que essa experiência contribui muito para desempenhar a função de Conselheiro Tutelar. Trabalhei com o Adriana Blanco, não tive a oportunidade de trabalhar com o Elói Galon, que foi um pouco anterior a mim, mas muitos passaram pela COMAI, muitos ex-conselheiros passaram pela COMAI. Eu e o Elói não pintamos o cabelo como as mulheres, então, estamos com os cabelos brancos já. Fui ex-conselheiro tutelar de 2001 a 2004. Fiquei um período fora, aí voltei em 2007 e estou no mandato até 2010. Concorro à reeleição, fui ex-coordenador regional dos conselheiros tutelares, que abrange 40 cidades na primeira gestão da corregedoria. Também participei e agora sou suplente da Mari Ângela na corregedoria, que tem a finalidade de fiscalizar a atuação dos conselheiros tutelares. Fui indicado pelo Case pra concorrer e essa foi uma das grandes dificuldades das pessoas que concorreram que é a indicação. Então eu também tive essa dificuldade de conseguir uma entidade pra estar me indicando para participar da eleição. Meu número é o 25. Pretendo dar continuidade ao trabalho que realizo já há 17 anos com experiência na COMAI, na FAS, na Patna e no Conselho Tutelar.
Miriam Nora: Paulo Rodrigo Toledo Inda também não compareceu, Rosane Biurrun Martins Curto.
Rosane Biurrun Martins Curto: Bom dia a todos e a todas. Sou Rosane Curto, fui indicada pela Comunidade Terapêutica Centro Vita, sou Assistente Social, atuo em obras sociais há 22 anos junto às famílias, crianças, jovens e o que me motiva, porque já é a reeleição, sou candidata a reeleição, é este trabalho na área da criança e do adolescente, a importância de garantir os direitos das crianças e adolescentes, além de trabalhar com as famílias a importância dessas crianças e jovens que são vítimas de maus tratos e todo tipo de violência nós estarmos ali principalmente nessa área atuando junto com a rede de atenção da criança e adolescente que é o mais importante é estarmos trabalhando e atuando em parcerias junto às escolas, enfim toda a rede de atenção a criança e ao adolescente e eu agradeço a todos. Bom dia.
Miriam Nora: Terezinha Marli Pescador Andreaza que não se encontra presente, então Zeferino de Freitas.
Zeferino de Freitas: Bom, bom dia. Meu nome é Zeferino, eu conheço algumas pessoas da platéia, fui indicado pela Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Caxias do Sul. Sou enfermeiro, trabalho há mais de 15 anos na área, onde trabalhei com dependência química de menores, que hoje até nem existe mais, na Clinica Paulo Guedes. Trabalhei como voluntário com crianças de bairro, com aula de dança e outras atividades. Trabalhei em CAPS, trabalhei de coordenador de um CAPS em outro município, aonde lá me despertou a vontade e a curiosidade de aprender mais sobre o conselho tutelar. Como a gente tinha uma demanda muito grande no CAPS, onde os próprios conselheiros pediam apoio pra gente, daí eu vim fazer o curso em Caxias, quando eu estava fazendo o curso eu estava trabalhando lá ainda e isso, através desse curso que me motivou a ser conselheiro tutelar para tentar fazer alguma coisa com as crianças e tentar montar uma rede quente. O que é uma rede quente? É uma rede que funciona, com todas as escolas, com CAPS, Poder Judiciário. Se tu não esquentar essa rede, dificilmente tu vai conseguir fazer um bom trabalho. Então era isso. Muito obrigado.
Miriam Nora: Obrigado a todos, então dando prosseguimento (nisso interferem com sugestões da rede).
Elói Gallon: Se a gente abrir aqui, por exemplo, dez perguntas e todo mundo for responder, nós vamos ficar aqui até as duas da tarde. Porque o mínimo que as pessoas vão precisar, mesmo que sejam quatro ou cinco questões, vão precisar de no mínimo dez minutos para cada um. Não dá pra ti fazer uma explanação de responder questões, às vezes tem coisas pontuais. Então, nós pensamos que como são quatro temas que tiveram maior incidência nas questões que já vieram da rede, que cada um pudesse em cinco minutos, isso nos levaríamos sessenta e cinco a setenta minutos só pra fazer isso, fazer uma explanação disso de cada um desses quatro temas, que eu acho que abrange bem a idéia do que é a preocupação da Rede, com relação aos conselheiros tutelares que serão eleitos.
Sim fica bem a vontade, mas acho que seria bem interessante para a gente poder conhecer um pouquinho melhor e ao final daí sim se sobrar alguma questão, daí sim, mas daí seria uma questão, acho que isso agilizaria o processo.
Miriam Nora: Podemos colocar em votação. Então, todos concordam que seja assim? Vou lembrar vocês, as questões que mais chegaram a nós versavam sobre o Acolhimento Institucional, houveram mudanças a pouco. O sigilo e a ética, denúncias em loco ou não, e o conhecimento da Rede. Bem, podemos fazer levando essa proposta, daí a gente daria esses minutos a todos os candidatos para pontuarem, versarem em cima desses quatro itens. Pode ser? Concordam? Levantem a mão né, porque se não. Tá tudo bem. Então podemos começar. Cronometrando, no máximo cinco minutos. Vamos começar também por ordem alfabética ou de trás pra frente? Vamos começar ao contrário, pelo último? (Sugestão da rede que se comece por ordem alfabética). É melhor né, então Cecília Silveira Leite se dirija até aqui tem cinco minutos pra dentro do seu entendimento colocar o que entende sobre o Acolhimento, a questão do Sigilo profissional do conselheiro tutelar e a ética enfim, se as denúncias devem ser em loco atendidas pelo conselho ou não, conhecimento da Rede, qual o conhecimento que tem.
Cecília Silveira Leite: Bom, quanto ao acolhimento é assim de extrema importância a pessoa ouvir com paciência, com muita atenção, eu acho assim que é o começo do acolhimento. A pessoa tem que estar bem disponível e preparada para isso. O sigilo e a ética, o sigilo também é uma coisa que tem que existir pelo o que eu entendo assim não se pode sair por aí contando o que aconteceu, quem foi lá, quem procurou atendimento. A pessoa tem que saber que o que aconteceu ali não pode sair falando de maneira alguma.
O atendimento, essa palavra que falaram aí que não é em português e que eu não sei o que é, e não tenho vergonha em dizer que eu não sei, quero saber. Em loco, (resposta vinda da rede = no local) no local. Tá, é que não procurei, eu li, passei por cima, não me interessei. O atendimento ali assim é de extrema importância, eu acredito que todos os conselheiros que estão ali estão preparados para o atendimento, encaminhamentos, fazer os encaminhamentos e as denúncias e atendimentos, eu sei que a gente tem muito assim a aprender e estou disposta a estudar bem mais o Estatuto, eu sei que quando a gente resolve de entrar no conselho, de se candidatar, começa a fazer um curso, começa aprender mais. O que a gente aprende por ai até muitas vezes de maneira destorcida o que falam do conselho tutelar a gente até tem aquele interesse em saber, mas só quando a gente entra mesmo assim bem afundo que vai fazer o curso é que a gente começa a aprender. Eu sei que agora a gente está num processo de conhecimento da rede, eu conheço muito pouco ainda. Sei que preciso conhecer muito mais e tudo é um processo, começamos com o curso que foi de extrema importância que eu acho que até deveria ser feito mais vezes, para muito mais pessoas, não só para quando se decide concorrer para Conselheiro Tutelar. Já deveria ter feito isso muito antes, e estou aí disposta a conhecer, a aprender uma coisa por vez, esse processo agora da campanha pra eleição a gente não tem assim como conhecer agora, mas eu sei que eu vou ter tempo pra conhecer depois. No momento é o que eu sei que o atendimento tem que ser feito, o acolhimento bom e é isso ai, estou disposta a aprender.
Cleonice de Fátima Andrade: Bom gente, o que o acolhimento institucional, não é, no meu entendimento, não é aquele acolhimento que você pega uma criança que sofreu ou que está preste a sofrer um abuso e vai acolher lá no Viva Raquel. O acolhimento começa desde o nosso atendimento na ONG, onde a gente trabalha, ouvir a criança, ver o que ela tem pra dizer o que ela precisa a família, isso pra mim é acolhimento, acolher.
Quanto ao sigilo e a ética, nossa, é fundamental, essencial e necessário, sem comentários quanto a sigilo e ética já que a gente trata com um assunto tão importante que é os direitos das crianças e adolescentes.
Conhecimento da Rede. Rede inicia por nós mesmo, a saúde, educação, ONG’s, todo atendimento já faz parte da Rede e a qual teria que funcionar 100% , que a gente sabe que é difícil porque a demanda na cidade é grande, mas estamos batalhando para que essa fique uma Rede quente como disse o Zeferino, que funcione realmente, consiga reverter esse quadro de violência e droga que está na nossa sociedade. A mais de dez anos que eu trabalho na ONG que hoje é Oásis Bárbara Maix, com a Irmã Carla e a Irmã Margarida, olha a situação tem se alastrado cada dia mais, e há preocupação extrema quanto à droga e a violência.
As denúncias devem ser atendidas pelo conselho tutelar, quando tem denúncia precisa ser verificada eu sei que são muitas, os conselheiros que estão aqui que me perdoem é necessário ver e é necessário atender, porque, enquanto é denúncia gente o fato não ocorreu ainda, muitas situações o fato ainda não ocorreu, nós devemos prevenir porque remediar depois é mais difícil. Nós precisamos se houve a denúncia vai verificar, pode ser falsa sim, que bom, que bom que ela é falsa, mas precisa ser verificada e acompanhada para que de fato não ocorra a violência, é isso.
Cleusa de Fátima Oliveira da Silva: Gente eu não tenho muito pra dizer, eu estou aprendendo. Então, eu prefiro escutar do que falar, se eu disser alguma coisa que eu não entendo, vocês que entendem vão saber que eu não estou dizendo nada com nada. Estou aprendendo agora. Se eu entrar lá e vocês quiserem me cobrar depois, tudo bem. No momento é o que eu tenho para dizer a vocês. Obrigada.
Fabian Tamura: Bom gente, de uma forma bem sintetizada, com relação ao acolhimento. Acredito que é uma ferramenta importante, útil, que tem um resultado, mas eu acredito que até chegarmos lá a gente tem que esgotar todas as outras alternativas, todas as outras opções de assistência que a gente possui, que são várias. Vocês que são da Rede vocês sabem, porque no momento em que tu faz um acolhimento institucional, tu vai estar tirando a criança, tu vai estar tirando o adolescente de dentro de casa, do convívio familiar dele. Claro que, às vezes, pode estar havendo problemas, mas pode estar sendo trabalhado, pode ser melhorado, então sempre dando importância ao núcleo familiar.
Com relação ao sigilo e a ética, eu acredito que qualquer lugar, qualquer local, seja profissional, seja em casa, qualquer ambiente em que a gente esteja nós temos que ser éticos. Com relação ao sigilo, nós como profissionais da área social vamos estar trabalhando com diversos problemas, com diversas demandas e que nós devemos manter um profissionalismo e um sigilo ético pra conseguirmos fazer um trabalho profissional e o objetivo final é sempre beneficiar e ajudar as crianças e os adolescentes.
Com relação a denúncia em loco ou não, isso é uma maneira inclusive que eu vejo de trabalho. Se eu me eleger no conselho tutelar, vou realizar um trabalho de aproximação com a comunidade, não vou ficar no conselho tutelar esperando a demanda aparecer, esperando vir, chegar os problemas até nós. Claro que não são poucos, são muitos, mas correr atrás, se aproximar das escolas, se aproximar das comunidades e descobrir quais as necessidades, as deficiências da comunidade, das mães, das crianças, dos pais, responsáveis, enfim, então trabalhar sim, com a denúncia em loco, ir atrás, procurar, buscar. Hoje, até nos conversamos naquela coletiva de imprensa, e talvez a gente note que tenha aumentado muito as denúncias, as demandas de violência, de drogadição, mas eu acredito que não tenha aumentado os números, mas sim os números de denúncias. As pessoas estão se conscientizando mais de fazer a denúncia, de realizar a denúncia. Então, eu acho, apesar de estar aumentando como a Miriam falou é uma coisa boa, de estar aumentado a denúncia, pelo menos nós vamos ter mais conhecimento da realidade para conseguir trabalhar. E com relação ao conhecimento da Rede não tive muito contato com todas, não tive contato com todas as entidades da rede apenas algumas. Então acredito que no momento, sendo conselheiro tutelar, conseguindo me eleger, eu vou conseguir aprender muito, conhecer as entidades, faço até questão pra conseguir trabalhar com toda essa Rede de forma que consiga realizar um trabalho, beneficiar o conselho tutelar, a nossa comunidade e fazer essa Rede funcionar pra valer então. Seria isso, obrigado.
Giane Kuhn: Pessoal, bom quanto ao atender, eu pretendo atender da melhor maneira possível, eu acho que é muito importante, o papel mais importante do conselheiro é o atendimento, com carinho, com dedicação, com vontade de entender a situação com bastante atenção para o quê a criança tem a nos dizer, e tudo começa aqui, eu acredito que tudo começa no atendimento. Se for bem atendido, vai ser prestado um serviço bem coerente com a situação.
Quanto à ética, é importante, é muito importante que se tenha uma ética profissional, com amor, com dedicação, com empenho pra que não se espalhe coisas que não é necessário todo mundo saber. São coisas que tem que ficar em particular, conosco. Só é necessário saber quem realmente precisa saber, então eu acredito que isso seria uma maneira de se trabalhar com ética, e principalmente o amor que se tem que ter, tem que se amar muito as crianças, os adolescentes, pra se entender eles e poder aplicar alguma coisa que eles estão necessitando. Quanto ao atendimento em loco é claro que nós pretendemos atender o máximo possível, mas temos que levar muito em conta as unidades básicas de saúde, as escolas, as entidades, que são lugares que trabalham diretamente com as crianças, e eles muitas vezes são os que mais têm contatos com as crianças e podem nos dizer o quê está acontecendo realmente. Se uma unidade básica chamar com certeza nós devemos levar em consideração, porque é muito importante. Porque quando uma instituição chama o conselheiro é porque a coisa realmente tem algum fundamento. Então, eu creio que vamos levar em conta com mais seriedade a chamada de unidades básicas, de instituições, de programas. Se chamar, nós vamos com certeza querer atender, porque não é em vão.
E a Rede, pessoal, eu não tenho assim grandes conhecimentos da rede, eu trabalho mais pessoalmente com o Centro Vita, então, eu sei de muitas necessidades que nós temos lá, de muitos problemas que a gente enfrenta lá. Então já é alguma coisa. Sei que nós precisamos muito da Rede. Acredito que o conselho tutelar sem a rede, sem as instituições, sem os programas sociais, ele não funciona. Então pro conselho tutelar funcionar bem, é necessário que as instituições estejam bem, funcionando bem. Quero muito conhecer toda a rede, quero conhecer, quero participar mais, para nós podermos trabalhar em conjunto. Nada é feito sozinho, se nós trabalharmos em conjunto conseguiremos muitas coisas, muitas vitórias. Obrigada.
Janaina Santos Gil: Bom, um diferencial que tivemos esse ano foi o curso de duas semanas em janeiro lá na UCS, que esclareceu um monte de coisas pra nós, enquanto candidatos que não tínhamos grandes conhecimentos referente ao conselho. Uma das coisas foi o acolhimento institucional que a intenção do conselho, o desejo e todo o trabalho é feito para que a criança volte para a família, então porque que se fala tanto em família, pra fortalecer a família em que aquela criança está. Nenhum abrigo, nada seria melhor do que ela estar dentro da sua família.
Sigilo e ética são de extrema importância, porque é expor a vida do outro, como eu gostaria que ficasse em sigilo eu tenho que ter a mesma responsabilidade com aquela pessoa que eu estou atendendo.
A denúncia em loco, as pessoas não sabem às vezes qual é a função do conselho tutelar, qual é a atribuição que ele tem, por isso que é interessante o conselheiro fazer o seu trabalho também fora do conselho, ir ver, ir no local pra sentir do que se trata a denúncia, se é atribuição dele ou não.
E a Rede, eu acho que é fundamental nós conhecermos, olharmos o site da Recria, foi falado no curso também, que de repente se não for da nossa atribuição, nós não fazermos as pessoas de bobas. A vai aqui, daí não é aqui, é lá, não é lá, é lá, sabe, ou se for também que de repente tenha que passar adiante, que a gente saiba exatamente onde essa pessoa deva ir, com quem ela deve conversar pra ti resgatar a credibilidade do conselho.
Janice Armino: Quando eu penso em acolhimento, a palavra acolhimento me remete a abraço, a carinho, a um atendimento voltado pra importar-se com a pessoa que está sendo atendida. Acho que isso deve ser fundamental. Em relação ao acolhimento institucional como já foi falado aqui, acho que o nosso trabalho deve ser em função de evitar ao máximo que isso seja necessário, que se possa trabalhar com a família, com a criança, pra que ela possa ser cuidada, protegida e a família reestruturada antes que exista essa necessidade de tirar a criança da família.
Em relação a ética também já foi falado aqui, ética é uma coisa que cada pessoa tem que ter em toda e qualquer circunstância, seja profissional, seja pessoal, especialmente quando se trata de trabalhar com vidas, da situação de risco, situações delicadas da vida particular de cada pessoa, então a ética e o sigilo são fundamentais e que a gente tem que prestar muita atenção nisso.
Em relação a denúncia em loco, eu acho que nenhum candidato aqui vai querer se eleger para trabalhar simplesmente atrás de uma mesa, acho que toda denúncia tem que ser sim investigada, porque pode ser a diferença entre a vida e a morte, pode ser a diferença entre um trauma e evitar isso. Então, eu acho que é parte da função de um conselheiro tutelar sim investigar e descobrir o quê que está acontecendo e principalmente conhecer o ambiente da onde partem essas denúncias, conhecer o quê que acontece lá onde essas crianças vivem, onde essas pessoas estão vivendo, eu acho que é realmente importante e é função não só do conselheiro tutelar, é função de qualquer pessoa que conheça uma denúncia, que conheça uma situação que precisa ser denunciada pelo menos de ser cidadão de dizer olha em tal local existe essa questão, então a quem cabe deve ser visto isso.
Em relação ao conhecimento da Rede como eu já disse antes eu não conhecia a Rede, eu conheço algumas instituições onde já trabalhei como voluntária em casas de acolhimento também, mas independente da eleição ou não, do resultado da eleição ou não, eu tenho intenção de conhecer cada uma das instituições. Tenho curiosidade e tenho o interesse de conhecer independente do resultado das eleições eu pretendo conhecer cada uma das instituições. Obrigado.
Jucimara Fátima Vidal: Bom, quanto ao acolhimento, acredito que o primeiro acolhimento que o conselheiro dá, não é só para a criança, acho que a família também tem que ser incluída neste acolhimento. Às vezes a gente fala acolhimento e relaciona as vítimas no caso, mas muitas vezes, muitas vezes no caso do abusador, acredito que ele também necessite de um acolhimento especial, porque ele precisa ser tratado, isso precisa ser tratado como uma doença. Então acolhimento com relação a criança e ao adolescente, o nosso papel acredito que seja o mais importante, inclusive tem um trabalho ao nível de Estado que é feito para testemunhas, crianças que são testemunhas, que foi instaurado a cerca de cinco ou seis anos não me lembro certo, mas essas crianças são ouvidas pela equipe técnica e o parecer do Juiz é feito em cima da avaliação das crianças, ou seja, as pessoas que estão acolhendo essas crianças na realidade tem muito a nos ensinar como conselheiros, até acompanhei alguns casos que eles ensinam que muitas vezes as crianças não falam, mas elas expressam através de sentimentos, acho que nós conselheiros, futuros conselheiros, se eleitos formos, temos essa grande missão entender o que não é dito, procurar dentre as famílias o maior problema e quase sempre é a família, de também as famílias esse acolhimento.
Quanto a ética e o sigilo o próprio Estatuto prevê, a gente tem simplesmente que fazer o que está escrito, porque não se pode divulgar em veículo de imprensa, não se pode divulgar imagem e nem nome. Mas ética profissional, o que é ética profissional? Penso que o primeiro contato que nós candidatos temos com relação a ética é na nossa campanha. A nossa campanha vai dizer que tipo de ética nós temos e que tipo de profissional nós somos, porque a gente sai ai, a gente ouve vários comentários da rede, do conselho, disso, daquilo e a gente não conhece, somos aprendizes muito bem dito pela Cleusa, estamos aqui pra aprender, quanto a ética tem muita coisa que a gente está ouvindo aí, fulano, Beutrano, Ciclano, a gente só vai saber como realmente é o conselho quando executar a função dele. E eu particularmente posso dizer que conheci bastante do conselho posterior a esse curso que foi feito como diferencial.
Conhecimento da Rede acho que era isso ai, a rede eu conheci um pouco quando eu trabalhei na FAS não posso dizer que conheci muito, conheci um pouco dela, acredito que em conjunto com a Rede a gente tem grande chance de desenvolver um ótimo trabalho, mas também não posso falar muito da rede, porque eu não conheço ela amplamente como os conselheiro já eleitos.Obrigada.
Loci Terezinha de Almeida Prux: Sobre o acolhimento o que posso dizer é que na realidade o que a gente pode fazer como candidato, como conselheiro, é atender bem. E o atender bem é se interessar pelo problema da pessoa. Então o meu ponto de vista no momento, no pequeno conhecimento que tenho ainda enquanto candidata é o interesse que a gente tem ou não pela pessoa que vai procurar o conselho.
O sigilo e a ética, ou tu tem ou tu não tem. Ou tu é uma pessoa que tem ética ou tu não tem. Então, tu já pode ver, como a nossa colega falou já desde a nossa campanha. E tu conhece a pessoa pelo trabalho, pelo que ela desenvolve, muitas vezes pelo que ela diz. Então ética é uma coisa que as pessoas ou têm ou não. Eu me considero uma pessoa que tem muita preocupação com o outro, sou uma pessoa que acredita em Deus e que tem muito amor pelas pessoas, então a ética faz parte ou não disso.
Denúncia, o atendimento é uma forma de prevenir, se dermos a importância ao que chega até nós sobre o que tem acontecido a gente vai entender algumas coisas e poder prevenir também algumas coisas com a denúncia. Vai depender de nós darmos valor ou não para isso. E o conhecimento da rede o pouco que eu pude aprender foi no curso que nós tivemos na UCS que para mim abriu muito a mente, pude ter um pouquinho mais de clareza sobre o que Caxias oferece como atendimento na Rede, como instituição, então para mim é bem pouco o conhecimento que eu tenho, mas enfim o que eu posso dizer para vocês é isso. O pouco conhecimento que eu tenho é o que eu passei para vocês.
Marien Regina Andrezza: Quanto ao acolhimento institucional para mim é a última medida de proteção que tem que acontecer, essa criança tem o direito a convivência familiar e comunitária. Então será a última possibilidade sendo pelo Conselho, então tem que avaliar muito bem a situação para ser esta a última medida de proteção. Quanto a ética eu prezo muito pelo fato de que é uma das primeiras características que tem que ter o conselheiro tanto no seu atendimento quanto nas denúncias que são feitas ao Conselho para que não seja repassado no momento do atendimento quem foi que fez a denúncia. Esta é uma das maiores queixas que a gente escuta quanto a ética dos atendimentos e na maneira como está sendo feita as denúncias. Quanto as denúncias em loco eu acho assim que seja de onde vier essa denúncia o Conselho Tutelar tem que estar presente o conselheiro tem que estar lá, seja da UBS, seja da Escola é um direito de toda criança ver sua situação sendo avaliada naquele momento. Quanto ao conhecimento da rede, eu acho que é fundamental. O conhecimento é um aliado do Conselho Tutelar, sem o conhecimento a gente não vai conseguir fazer um trabalho sozinho. Então assim eu tenho conhecimento da rede há mais de 10 anos, conheço as entidades na maioria, não fui visitar todas, mas pretendo ir agora com mais tempo para ir, estou de licença vou ter mais um mês de licença se for eleita, uma licença prêmio e estarei passando nestas instituições. Obrigada.
Meridiara Godinho Rodrigues: O acolhimento eu acho que é uma das mais importantes que tem, se a gente conselheiro atender e acolher as crianças, os pais e a denúncia com respeito, amor e com dedicação eu acredito que tudo vai funcionar. Se você consegue passar responsabilidade para eles, a Rede vai conseguir atender essa criança e mostrar pra eles a importância que é a Rede. Então, se a gente trabalhar em conjunto a gente vai conseguir muito mais ter resultados melhores. Quanto ao sigilo, acho que isso é imprescindível, todo mundo tem que ter o direito de não ser divulgado, a criança não ser divulgada, de não ser exposta, acho que não só, e a pessoa que faz a denúncia também tem que ter este sigilo e não ser exposta. Quanto ao conhecimento da rede, a gente não tem, acho que a maioria aqui não tem o conhecimento da rede. Eu acredito que se a gente for eleito a gente vai procurar conhecer e saber como é que é a rede. Acho que é prescindível a gente saber, conhecer o trabalho da rede. Quanto a denúncia em loco acredito que todos nós queremos fazer isso, só que muitas vezes a gente não consegue porque a demanda é maior do que a gente pode fazer. Então acho que tem que ser avaliada, tirar um dia por mês ou cada quinze dias para ir nos bairros, nos colégios atender aquelas denúncias que são menores, que não são tão agravantes, tentar também atender estas denúncias. A criança não está indo para escola, é uma negligencia com a criança eu acredito que se a gente tirar um dia e sair do conselho e ir até a comunidade a gente vai conseguir atender esta demanda também.
Paulo Roberto Borges: Da série dos cabelos brancos eu esqueci do Adriano, que com o acolhimento institucional agora vai branquear todos né Adriano. Muitos não sabem e para nós também é uma novidade a alteração que houve no ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente, no ano passado. Com essa alteração o Conselho Tutelar não pode mais fazer o acolhimento institucional e aí a gente está com um grande problema que é o acolhimento institucional. O judiciário que é o responsável pelo acolhimento tem negado muitos pedidos nossos de acolhimento, de casos graves eles negam e aí eles se baseiam no artigo 93 do ECA e quer que o Conselho ou o coordenador do abrigo façam o acolhimento como se fosse excepcional e aí tá uma grande discussão por causa disso, porque daí tudo vai passar a ser excepcional, então ele empurra ou pro Conselho que não está fazendo o acolhimento porque entende que pela alteração passa a ser obrigação do judiciário, está na lei e ele quer que o coordenador do abrigo faça o acolhimento. Em reunião a gente cobrou do judiciário que deveria se cumprir o que prevê a alteração do Estatuto, que esta alteração começou no estado do Paraná, nos encontros que acontece entre conselheiros e esse movimento subiu, subiu, quando viu entrou no Congresso, foi para aprovação e a gente não pode quase que fazer nada. Está aí a lei e com muita dificuldade para ser cumprida e com dificuldade de se fazer este trabalho. Isso é uma grande discussão ainda que vai por muito tempo pessoal, não está claro ainda esta questão do acolhimento. Inclusive na semana passada conversei com a Miriam e com a Virgínia a respeito disso, a gente estava com uma situação grave de dois meninos, aonde o judiciário as três e meia, quatro horas da tarde queria que a gente fizesse o acolhimento e eu discutindo com eles que eles deveriam fazer o acolhimento, que o estatuto prevê isso, enfim os meninos não foram acolhidos. E bebês não estão sendo acolhidos e as mães usuárias de Crack e brigas de casais com alcoolismo graves e o judiciário tem se negado a fazer o acolhimento e aí pede para que se fique acompanhando, que se veja a família, mas infelizmente não tem possibilidade de ficar porque a gente esgota todos os recursos para evitar o acolhimento. Sobre a ética, claro que a gente tem que ter ética no trabalho, não tem como isso, como alguém falou aqui está no Estatuto e não tem como se fazer um trabalho sem ter ética. Muitas vezes o usuário ele chega no conselho e a gente tem uma denúncia de que ele é usuário de droga, ou de que ele espanca uma criança e ele nega. O Dilon trabalha com dependente também há muito tempo, todo usuário nega. O senhor bebe? Não, eu não bebo. O senhor usa drogas? Não eu não uso. Ele nunca faz isso e aí ele fica às vezes tentando instigar o conselheiro de quem fez a denúncia e muitas vezes ele chega num determinado local e ele joga isso. Olha o conselheiro falou que foi tu ou chega para um agente de saúde e diz o conselheiro falou que foi tu que denunciou. Então como a gente diz no ditado popular eles jogam verde, porque é difícil. Olha pessoal eu não conheço de nenhuma situação onde o conselheiro fala a fonte que denunciou aquela situação que está sendo atendida no Conselho. E se isso ocorrer tem a corregedoria dos conselhos tutelares que a pessoa tem que ser encaminhada para responder por essa infração que cometeu ou esta quebra de sigilo que cometeu. A denúncia em loco eu também não acredito em trabalho que o conselheiro não vá ver a situação. Tem que sair lá do conselho quando tem situação para averiguar. Não tem trabalho que não seja em rede, não existe trabalho que não seja em rede, mas em função das cidades claro que Caxias tem uma rede muito boa, mas tem que se avançar muito, principalmente na área da saúde. Na saúde a gente ainda está muito atrás em relação a dependência química. A gente teria que conversar muito ainda, mas como meu tempo está no final eu vou encerrar.
Rosane Biurrun Martins Curto: Acolhimento institucional, esgotados todos os recursos, somente quando esgotou todos os recursos é que aquela criança ou aquele adolescente ele vai ser acolhido e como o Paulo falou após 3 de novembro o acolhimento institucional ele é exclusivamente atribuição do poder judiciário. É o juiz quem faz o acolhimento institucional. A criança pelo ECA tem o direito a reintegração familiar, ela tem o direito a convivência familiar, então nós como conselheiros tutelares, nós temos que trabalhar junto a Rede de Atenção a Criança e ao Adolescente, os programas sociais de apoio sócio familiar para que estas famílias elas venham resgatar essa convivência para que a criança possa desenvolver integralmente todos os direitos que ela tem, que preconiza no ECA. Sobre o sigilo e ética não tem como ser conselheiro tutelar sem sigilo e sem ética, o conselheiro tutelar ele tem que proteger a criança, o jovem e a família eticamente. Ele não pode de maneira nenhuma revelar o denunciante ou a fonte de onde veio a denúncia. Nós temos que garantir o anonimato. Averiguação em loco, toda denúncia que chega no órgão do Conselho Tutelar nós temos um conselheiro referencia no dia e ele faz a avaliação de toda a demanda de denúncias que chegam ao órgão. Ele faz uma avaliação daquelas denúncias consideradas graves, então o outro conselheiro que tem o serviço de rua ele vai averiguar aquela situação, ou o referencia ou o conselheiro responsável pelo procedimento daquela família ou aquele que tem o serviço de rua, assim é o funcionamento diário do Conselho Tutelar.
Zeferino de Freitas: Sobre acolhimento institucional, como o Paulo disse antes, só uma coisa eu queria colocar eu acho que antes do acolhimento institucional eu acho muito importante antes esgotar todas as possibilidades, averiguar bem como está esta família, como está a base dessa família, porque geralmente nesses casos acontece que a família está desestruturada, às vezes tu tem que ir lá dá um apoio para a mãe, para o pai, como o colega Paulo falou o pai bebe e espanca a criança vamos lá e vamos tentar trabalhar com esse pai, encaminhar ele para um centro de tratamento, para estar resolvendo. Ética e sigilo, bom acho que isso aí é fundamental, isso não é só no conselho, em qualquer lugar, mas como a colega falou é importante tu já ter ética, porque eu já fiz uma cadeira de ética, mas se tu não tem ética contigo mesmo, tu pode ficar cinco anos numa faculdade que tu não vai aprender ética. Acho que tem que ter ética, porque ética não é introduzida para mim. Enquanto atendimento em loco ou não eu acho que toda denúncia é importante ser averiguada, mesmo sendo falsa, furada eu acho que o papel do conselheiro é estar lá para averiguar isso, se não for nada melhor, se for vamos investigar, escutar bem pra gente evitar alguma coisa que não poderia e não deveria ser feito. A importância da rede bom acho muito importante conhecer toda a rede, eu não conheço toda a rede, eu conheço algumas, mas se for eleito uma das minhas propostas é conhecer bem a rede e visitar essa rede enquanto conselheiro tutelar, porque como eu disse anteriormente se uma rede funciona fica bem mais fácil de atender e resolver os problemas, tanto da criança como da família daquela criança. Obrigado.
Miriam Nora: Obrigada. Bom chegamos a esse consenso de que para quem chegou após de que mudamos o sistema da condução hoje do debate, enfim dos questionamentos aos candidatos ao conselho tutelar. Deixamos em aberto agora para qualquer componente da rede fazer alguma reflexão. Reflexão e não questionamento em relação ao que se ouviu do todo desta manhã, para depois encerrarmos. Quero referir novamente que está sendo gravado, depois será degravado para constar em ata. Vai demorar um pouquinho porque vai ter muito trabalho, de ter que ouvir tudo que cada um colocou para ser bem fiel. O que está ali gravado tem que ser transcrito.
Adriano Blanco: Primeiro gostaria de parabenizar por estarem aqui e colocar, respeitando os motivos justos daqueles que aqui não estiveram, colocar para vocês que esta rede talvez não vai eleger vocês, mas é quem vai dar suporte para que vocês trabalhem depois. É só ler o estatuto e ver qual é a função do Conselho Tutelar e saber que sem esta rede vocês não vão fazer nada. Então, por isso, dou os parabéns de vocês estarem aqui. Saio daqui preocupado, sempre assumi minhas posições e paguei o ônus por elas. Não ia deixar de sair daqui e dizer que fiquei preocupado não porque não sabem, ou precisam aprender, mas porque eu escutei muitas vezes ser dito aqui que depois de eleito na prática vão aprender. O tempo de vocês aprender é agora, as entidades estão todas abertas esperando vocês de portas abertas para poder ajudar, porque depois que vocês assumirem na Câmara de Vereadores ou lá na Prefeitura alguém vai dar para um de vocês um telefone e vai dizer você está de plantão, porque foi assim com todos e talvez vocês não se dêem conta de uma outra coisa, todos vocês, porque o número é muito pequeno de 20 para Caxias do Sul terão a possibilidade de atuar enquanto conselheiro, indiferente de ficar entre os dez primeiros, mas enquanto suplentes ao longo de três anos serem chamados. É importante que vocês tenham esta noção. Você vai ser chamado e não vai dá para aprender, porque criança não é tudo de ensaio. Não vai dá para ser depois, tem que ser antes. Esta é a minha reflexão. Que vocês possam aproveitar este tempo que resta agora de campanha e depois até assumirem e realmente procurarem se capacitar para terem realmente quando assumirem condições de ser um conselheiro.
Raquel: Também queria partir que nem o Adriano de parabenizar por vocês estarem aqui, dizer que eu senti que alguns estavam bem inibidos de falar com a gente e até quando a Elaine veio aqui me pedir se eu estava controlando o tempo a maioria chegou nos 2min e 30seg, duas pessoas chegaram nos 4min. Então realmente eu senti que a maioria estava inibido e dizer que na verdade vocês vão nos ver muito. As pessoas que já são da rede, que já tem um contato, já são conselheiros tutelares, conhecem a maioria dos rostinhos que estão aqui, porque nós somos àquelas pessoas como disse o Adriano, somos parceiros, mas a gente também incomoda né Adriano, porque a gente às vezes é aquela pedrinha no sapato do conselheiro, porque realmente as pessoas que estão aqui são as pessoas que vestiram a causa, que tem encaminhado o trabalho nas instituições e por isso que a gente está sempre muito perto do Conselho Tutelar e se tiver alguma situação como hoje a gente sabe que têm algumas situações com o Conselho Tutelar, teve com a questão da Corregedoria, onde é que a gente vai procurar alento, onde é que a gente vai correr, na rede. A gente vai conversar com as ONG’s, com as governamentais, COMDICA, enfim são os parceiros que vocês vão ter nesta caminhada. E como eu até estava dizendo para o Elói, eu achei bem proveitoso de quem estava aqui na frente ouvindo ter selecionado aqueles quatro assuntos, porque a gente conseguiu ter uma idéia de quem tem o domínio da área, de quem sabe o que vai fazer no Conselho Tutelar, a gente conseguiu porque aqueles quatro apontamentos dão um resumão do que vai ser a atuação de vocês, o que vai ser o trabalho quando assumirem a partir de outubro. Então, eu achei que foi muito legal, que a gente conseguiu ver que algumas pessoas sim, que nem disse o Adriano, estão preparadas, outras não estão preparadas para assumirem o desafio que está aí muito próximo. Então também acredito que ainda há tempo, que as pessoas busquem conhecer a rede, busquem conhecer estes parceiros, busquem conhecer o trabalho do conselho tutelar e uma das questões que eu sei que já existiu na outra gestão, vocês estão concorrendo, depois que estiverem assumindo, mesmo antes de assumir cheguem muito próximo do Conselho, vão lá, conversem com os Conselheiros que estão, já comecem a entrar no trabalho antes de assumir, não esperem o primeiro dia de assumir, comecem realmente a fazer a diferença antes porque algumas pessoas aqui precisam disso, precisam desta entrada anterior a data de assumir. Então sejam bem-vindos a rede e participem sempre das reuniões.
Miriam Nora: Obrigada. Vou fazer uma coisa que também não está prevista, acho que é bem importante para vocês todos, especialmente para os candidatos saber quem é a rede que está aqui presente. Então, eu convido que cada um de vocês se apresentem, digam o nome e a entidade que representam aqui na rede. Pode ser?
Raquel: E tem que vir no microfone gente. Eu sou a Raquel, atuo na rede a mais de dez anos. Atuo no COMDICA, sou da diretoria do COMDICA, presidi o COMDICA. Hoje eu coordeno, sou da coordenação que tem a Elaine aqui, o Vanderlei que saiu, o Sidnei, eu acho que é isso, a Cibele não está. Nós somos da coordenação do Fórum DCA e represento a ordem dos advogados do Brasil na rede.
Elói Gallon: Elói, eu trabalho no Murialdo com projetos e na Casa Família Murialdo, estou na suplência no COMDICA e no Conselho Estadual também pela Pastoral do Menor, o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, o CEDICA. Fui conselheiro tutelar em 1992, no primeiro mandato do Conselho Tutelar em Caxias e atuo nesta área, estou envolvido nessa área desde 1987, lá na ACPMEN, foi o meu primeiro trabalho com crianças e adolescentes na rede. E dali para cá sempre de alguma forma dentro desse trabalho. Parabéns, o desafio é grande, as pessoas já manifestaram aqui algumas coisas, a gente tem muita coisa pela frente aí para andar.
Elaine: Eu sou Elaine, uma das coordenadoras da ENCA, inclusive com o Adriano na Casa de Passagem. Eu só queria deixar uma reflexão para vocês. Trabalhando em comunidades e diretamente com as crianças eu ouço muito e já falei na rede, participo muito da rede. Muitas falas das crianças dizendo assim, Conselho Tutelar: não esses caras só atrapalham a minha vida. Eu queria que vocês refletissem. Criança na sua inocência está falando alguma coisa. Pensem cada um de vocês no que pode ser mudado. A criança não vai falar isso por acaso, ou ela ouviu de um adulto ou ela está sentindo isso também, em função de algumas coisas que foram colocadas de uma forma errada, então, por favor, reflitam.
Ana Flávia Garcez: Bom dia, meu nome é Ana Flávia, vocês vão ouvir muito falar de mim, porque eu coordeno a parte informatizada desta rede, que são os cadastros das famílias, dos quais os vossos conselheiros eleitos vão estar participando deste cadastro também, digitando as informações referentes as crianças e adolescentes atendidos. Coordeno então este setor, juntamente com a Simone e com a Gabriela.
Maria Virginia: Bom dia a todos. Sou a Maria Virgínia, sou assistente social, trabalho na Fundação de Assistência já há 8 anos. Atualmente estou coordenando o Centro de Referência Especializado da Assistência Social. Esse Centro tem três serviços que vão estar atuando diretamente com vocês. O primeiro deles é o serviço especializado a família, antigo orientação e apoio sócio familiar, que está se reestruturando para se adequar ao SUAS, que é a legislação nova da assistência social. As medidas sócio educativas em meio aberto, que tem uma equipe que atende adolescentes que cometeram ato infracional, LA e PSC e o serviço de abordagem social, que é uma equipe que faz atendimento de crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos que estão em situação de rua. Vamos estar trabalhando bem próximos também.
Najara Sant’ana: Oi, meu nome é Najara, sou assistente social da Casa Família Caminhos da Esperança a qual acolhe crianças e adolescentes.
Miriam Nora complementa informando que a Casa Família é uma parceria entre a FAS e a Associação Jesus Senhor.
Letícia: Sou a Letícia, sou psicóloga da Casa Família Caminhos da Esperança.
Inês Erlo Ribeiro: Oi, bom dia. Meu nome é Inês. Trabalho na FAS e atualmente estou coordenando os 7 Centros Educativos que são governamentais.
Miriam Nora complementa citando que o serviço dos Centros Educativos recebe muitos pedidos do Conselho Tutelar.
Irineida: Sou Irineida, represento aqui a LEFAN, coordeno o projeto social Casa do Adolescente. Gostaria de dizer para vocês que já vão colocando no coração de vocês. Ser eleito conselheiro tutelar, não é status, mas é uma missão, uma missão que vai estar no dia-a-dia. Pensem nisso.
Cecília: Sou a Cecília, assistente social da Associação Regional dos Deficientes Físicos (A/RAMPA).
Irmã Djanira: Sou a Irmã Djanira, represento a Sociedade Educação e Caridade. Nós temos vários projetos aqui em Caxias, temos um Centro Educativo no Bairro Reolon, que a assistente social é a Juliana. A Flávia é nossa assistente social da Província. Temos um projeto também no Bairro Fátima “Acreditar na Vida”, no Diamantino “Mãos Solidárias” enfim é uma rede, e no Oásis Bárbara Maix, que a Cleonice é a nossa força lá. Então temos vários projetos aqui em Caxias do Sul.
Cátia: Bom dia a todos, meu nome é Cátia, sou assistente social da APAE de Caxias do Sul e também tenho a oportunidade de trabalhar no projeto Vinculação da Secretaria da Educação.
Cledi: Bom dia, eu sou a Cledi, trabalho no INAV, uma instituição nova que fez um ano. Nós temos uma larga experiência de mais de 20 anos no trabalho com deficientes visuais, com baixa visão, cegos e agora surdo cegos. Eu não gostaria de perder a chance de dizer assim, com relação ao Conselho Tutelar, eu acho que nós temos dois extremos, ou a gente ouve assim: Olha cuidado que eu vou chamar o Conselho ou então outro extremo totalmente diferente, o oposto, ah, não vai dá nada mesmo se eu chamar o Conselho. Então eu gostaria que vocês que forem eleitos, que vocês realmente consigam fazer a diferença neste panorama que está por aí. Muito obrigada.
Ivonete: Bom dia sou a Ivonete, assistente social responsável pela área da assistência social do Círculo Operário Caxiense.
Juliana: Bom dia. Sou Juliana, assistente social do Programa Mosaico Centro-Dia e também do Centro Educativo Coração de Maria.
Irmã Neusa: Bom dia. Sou a Irmã Neusa, sou diretora do Centro de Cuidados Nossa Senhora da Paz.
Ângela: Bom dia. Meu nome é Ângela, sou assistente social da APAE e também trabalho como assistente social na ACPMEN.
Danara: Bom dia. Meu nome é Danara, sou assistente social do Centro Educativo Novo Horizonte, que é o núcleo de extensão do Centro de Cuidados Nossa Senhora da Paz, ele fica situado no Loteamento São Gabriel, região Sudoeste do Município em parceria com a FAS.
Ana Paula: Bom dia a todos. Quero parabenizá-los por estarem aqui. Meu nome é Ana Paula, sou psicóloga e coordenadora do Programa Vinculação da Secretaria Municipal de Educação e quero dizer a vocês que eu acho que um dos maiores desafios hoje do Conselho Tutelar é fazer essa parceria com a Secretaria Municipal de Educação. Nós temos dificuldades enormes com todas as escolas, com as ações que são feitas em parceria com as escolas e eu acho que nós temos que sentar e traçar metas em conjunto, para que possamos estar de fato ajudando esses nossos alunos, essas nossas famílias, em tudo isso que vocês já explanaram tão bem aqui e que nós constatamos todos os dias fazendo esses atendimentos na rede. Obrigada.
Dilon: Bom dia a todos. Meu nome é Dilon, trabalho na PATNA, sou consultor em dependência química e coordeno um grupo de auto ajuda no bairro Bom Pastor da PATNA, que se chama grupo bom pastor de dependentes de drogas e familiares. Sejam bem-vindos, sucesso nesta nova carreira de vocês e humildade, que é a base de tudo e a gente chega lá.
Mari Ângela: Meu nome é Mari Ângela, sou atualmente Conselheira Tutelar. Eu fiquei feliz de ver tanta gente aqui, acho que as pessoas que não estão aqui, tem sim os seus motivos de não estarem. Mas de tudo que eu ouvi, só queria deixar uma reflexão assim que me deixou um pouco preocupada, que vocês possam estar saindo daqui pensando o seguinte, como conciliar, como equacionar a questão da investigação, junto com a ética, junto com a demanda e junto com um termo usado bastante por vocês e eu não sei até que ponto funciona ou não funciona, que é a rede não funciona. Então como equacionar estas quatro coisas, quando a gente fala em investigar e ter ética a gente vai lá e eu comecei a pensar como assim ir lá conversar com os vizinhos, contar para os vizinhos essa situação, como assim investigar, então assim, investigação, ética e demanda como pensar nisso no trabalho de Conselheiro Tutelar.
Vera: Bom dia. Meu nome é Vera, sou diretora da Associação Educacional Helen Keller. A gente trabalha com pessoas com deficiência, com questões de áudio comunicação. Então desde a dificuldade de fala linguagem até a surdez. Eu desejo a todos nessa trajetória um bom ingresso e um bom trabalho. Que a gente vai estar em contato sim também. Obrigada.
Deise: Bom dia. Meu nome é Deise, trabalho no CRAS Leste, atualmente trabalhando com jovens no Programa Projovem Adolescente.
Iegle: Bom dia. Meu nome é Iegle, sou assistente social da Associação Educacional Helen Keller e também suplente no Conselho de Direitos da Criança e do Adolescente.
Ledi: Bom dia. Meu nome é Ledi, sou assistente social do Abrigo Casa de Passagem. Eu convido quem não conhece, conhecer nosso abrigo.
Marlova: Bom dia. Meu nome é Marlova, sou assistente social da Fundação de Assistência Social, do CRAS Centro e quero agradecer esta oportunidade de conhecer um pouquinho todos vocês. Espero que no decorrer do mandato de vocês a gente possa ter uma proximidade maior com os conselheiros.
Sidney Paes: Bom dia. Me chamo Sidney Paes, sou presidente da Associação Jesus Senhor. Essa casa que vos acolhe. Quem não conhece ainda a rede, não conhece algumas entidades, vocês já podem começar por aqui. Se vocês quiserem depois eu posso mostrar a entidade para vocês, posso responder a perguntas, ao que vocês necessitarem. Sejam bem-vindos e que Deus os abençoe.
Miriam Nora: Tenho alguns recados aqui então. O pessoal do COMDICA hoje não está aqui em função das eleições do Conselho Tutelar. Tem muito trabalho, muito trabalho mesmo. E as meninas não se apresentam?
Simone Dias: Bem, eu sou a Simone, atualmente trabalho na Rede Recria, juntamente com a Ana Flávia e com a Gabriela. Trabalho na parte da articulação e na parte digital também. Fazem 2 anos e meio que iniciei como estagiária. Se vocês quiserem conhecer um pouco mais da rede acessem o site da Rede Recria, pois lá contém um pouco de todas as entidades. Se vocês não puderem ir em loco agora que vocês estão em campanha, visitem ao menos no site as páginas das entidades para saberem o que elas fazem, que eu acredito ser bem interessante para vocês.
Gabriela Ghellere: Meu nome é Gabriela, trabalho na FAS na parte da comunicação e dou um suporte para as gurias na parte do site, alimentando as informações, notícias e atualizando as páginas das entidades.
Flávia: Meu nome é Flávia, sou assistente social da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria. Temos em alguns bairros de Caxias, como no Diamantino, no Fátima, no Reolon, no Loteamento Vitória e alguns outros, programas que estão a serviço da rede, que certamente com o tempo vocês ouviram e tomara que façam a visita antes de assumirem, para conhecerem o trabalho com crianças e adolescentes. Também sou membro da Corregedoria dos Conselhos Tutelares e também do Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Miriam Nora: Na realidade todo este povo dessa nossa Rede, se reúne sistematicamente todos os meses, na última quarta-feira do mês, normalmente na Casa da Cidadania, eventualmente em outros locais como este, tão acolhedor da Associação Jesus Senhor, pela qual nós já agradecemos e eu sei que o Sid está sempre com o coração aberto ao acolhimento de todos. Vou me apresentar também. Sou a Miriam, sou assistente social de profissão, adoro minha profissão. 30 anos de profissão, nós fizemos agora há poucos dias, sou da primeira turma de serviço social aqui de Caxias do Sul. Bom, não vou dizer tudo que já fiz na minha vida profissional, mas estou no Conselho de Direitos da Criança e Adolescente desde o momento da sua primeira gestão que fui presidente por três vezes seguidas, depois repeti de novo. Nunca deixei o Conselho, participei também da Corregedoria, no início da Corregedoria e a primeira eleição do Conselho Tutelar foi mesmo comigo, muito diferente, não tinha urna eletrônica, era tudo manual e como eu tinha disponibilidade pela Secretaria, hoje Secretaria de Justiça do Estado por ser funcionária, tinha o tempo integral para o COMDICA, deu muito trabalho porque era tudo na mão mesmo, no acompanhamento, mas tinha todo o Conselho dando suporte e neste sentido quero dizer, mesmo a Rosane não estando aqui porque está envolvida em outras situações, de que o Conselho de Direitos é a mãe né, ao qual vocês vão estar muito ligados. Hoje eu estou na Diretoria da Infância e da Juventude da FAS, que está se reestruturando também enquanto lei em função do Sistema Único de Assistência Social, então na realidade a gente está a frente e recebe muitos pedidos, encaminhamentos do Conselho Tutelar, porque é a rede pública municipal a disposição dos conselheiros e da rede como um todo, e neste sentido quero dizer para vocês que todos os programas da FAS estão de portas abertas para recebê-los durante a campanha e após a campanha, mas eu acho que é bem importante vocês irem conhecer dentro do possível, a gente sabe que o período é curto, mas as portas da FAS e de todos os programas estão abertas para vocês terem o conhecimento e façam a sua campanha. Falando nisso é importante se vocês tiverem o material de vocês, que vocês deixem um pouco conosco porque afinal de contas não foi uma perda de tempo hoje vocês estarem aqui, muito antes pelo contrário eu acho que a rede pode conhecer um pouco mais vocês. Com certeza, até quem poderia estar em dúvida de repente até já escolheu seu candidato, certo? Então assim até para fazer a propaganda dentro da sua instituição então se vocês, se cada um de vocês tiver o seu material deixem que se distribui para toda a rede que eu acho que é bem importante. Quero agradecer a todos pela seriedade e pelo comprometimento e também o nosso comprometimento, estou falando aqui em nome do COMDICA, da rede, do Fórum DCA que a gente sempre trabalhou muito junto desde que nós tiramos na assembléia do COMDICA de que aquilo que eu falei para vocês lá no curso enquanto rede de que levaria essa proposta isso foi aprovado que a partir do momento da eleição, dia 30 tem eleição, o COMDICA vai se reunir para pensar em uma capacitação contínua a todos titulares e suplentes para que quando chegar lá dia 15 de outubro estejam melhor preparados para enfrentar o dia a dia do Conselho Tutelar pensando na questão da assistência social, da saúde e da educação. Isso já está bem deliberado, foi deliberado na última assembléia, a Raquel estava junto conosco então as questões administrativas nós vamos pensar numa capacitação contínua a todos vocês. Gostaríamos que todos, independente de serem os dez eleitos os demais também porque poderão ser chamados que é o que está acontecendo agora, nós temos pessoas que eram conselheiros que estavam na suplência que tiveram que assumir o seu papel enquanto Conselheiro em razão de doença e de afastamento de outros conselheiros. Então, eu queria agradecer a todos, acho que foi um momento de muita reflexão, de ponderação, de a gente poder perceber a intenção de todos e desejar a todos vocês muito sucesso e quem sabe né, daqui a pouco ter a possibilidade de ter mais um conselho, uma nova eleição.
Teríamos que pensar seriamente enquanto poder executivo, enquanto rede, enquanto conselhos para que a gente possa dar conta de toda essa demanda tão grande que Caxias do Sul exige. Obrigada, eu não sei se alguém de vocês quer mais se manifestar.
Paulo Borges: Num dos encontros que a gente teve numa eleição passada eu ouvi de um presidente de bairro que ele disse assim: o conselho tutelar não serve para nada e é comum a gente ouvir críticas ou mesmo uma criança ter falado como a Elaine colocou que a gente atrapalha né. Esse senhor nesse período quando ele fez essa colocação eu fiquei como algumas pessoas falaram em relexão, depois fiquei fazendo eu uma reflexão: o que seriam dessas crianças quando não tinha o conselho tutelar? Ou melhor o que eram dessas crianças quando não tinha o conselho tutelar? Eu enquanto conselheiro, o Adriano mesmo, o Elói, a Rosane conselheira, a Mari conselheira, o que aconteciam com essas crianças que eram abusadas sexualmente, espancadas, que eram jogadas na rua, abandonadas deixadas nos hospitais, que elas não tinham voz né, eu fiquei me perguntando, e me pergunto muito isso assim. Quando eu escuto algumas críticas eu fico pensando que lá no conselho até ontem uma colega nossa atendeu um abuso de uma criança ou uma suspeita de abuso de uma criança de dois anos, eu fico pensando o que eram dessas crianças antes do conselho tutelar. Então eu queria agora deixar essa refelexão para todos nós pensar, porque era o juizado de menores, a maioria sabe que então não tinha o conselho, então não era atendida, não era ouvida, não era encaminhada, não era dado um suporte, não era feito nada. Era deixado lá como um qualquer né, e também dizer que eu acho que a rede não sabe que o Conselho Sul está trabalhando com quatro conselheiros tutelares há quarto meses, a Rosane pode me ajudar. Há a Rosane saiu, que os suplentes não quiseram assumir, não tem mais suplente, é dois conselhos, o conselho norte está com cinco, nós estamos com quatro. O trabalho é difícil, não é impossível, duas conselheiras adoeceram, uma está de laudo psiquiátrico, laudo médico, não sei quando volta , acho que nem volta mais. A outra colega vai fazer uma cirurgia acho que nem volta mais, nós vamos até o final do mandado em quatro conselheiro com dificuldades, mas vamos fazer o trabalho, vamos continuar fazendo o trabalho. Se os colegas permitirem também quero agradecer em nome do grupo a oportunidade para gente poder falar, para vocês poder conhecer cada um de nós aqui , e vocês poderem escolher aquele que vocês entenderem que é o melhor candidato no dia 30 de maio. Muito obrigado viu pessoal.
Miriam Nora: Alguém mais quer falar? Bem rapidinho pessoal.
Cecília: Eu só queria dizer assim da importância de a gente estar aqui. Quando nos deram os parabéns, acho que estamos mesmo de parabéns por poder participar, eu acho que isso aqui para quem está entrando agora é um curso viu. Eu gosto muito de ouvir os atuais conselheiros falarem porque a gente aprende bastante, estamos aqui mesmo para aprender e esperamos que tenha continuidade mesmo para nós, quem se eleger e também quem ficar para suplente para poder aprender até em outubro para estarmos já bem afiados. Obrigado.
Miriam Nora: Mais alguém? Quero agradecer a todos e dizer que hoje a tarde, provavelmente, estará no site da Recria os locais de votação. Hoje de tarde a comissão também estará se reunindo com o COMDICA para ultimar detalhes. Já chegou na FAS o pedido da reprodução de todas as listagens dos eleitores. Tá chegando a hora né pessoal. A grande maioria quer saber onde vai votar, os candidatos tem que levar para seus eleitores o local de votação. Talvez até se vocês quiserem ir no COMDICA, eu acho que elas já podem até acessar direto lá do Conselho da Criança a listagem oficial que já está chegando lá na Recria para ser acessado enquanto rede.
Finalizando o encontro ficou acordado que as listagens oficiais contendo os locais de votação ficará disponível em um link próprio no site da Recria. Foi lembrado os conselheiros que também no site, constam todas as informações referentes as eleições em um link intitulado Eleições Conselho Tutelar.
Entidades presentes:ACPMEN, APAE, A/RAMPA, Associação Helen Keller, Associação Jesus Senhor, Central Recria, Centro Cultural e Espírita Jardelino Ramos, Centro de Cuidados Nossa Senhora da Paz, Centro Educativo Coração de Maria, Centro Educativo Novo Horizonte, Centro Técnico Social, Círculo Operário Caxiense, CMAS, COMDICA, Conselho Tutelar Macrorregião Norte, EKOA, ENCA, FAS - Diretoria da Infância e da Juventude, FAS - Centros Educativos, FAS - CREAS Centro, FAS - CRAS Centro, FAS - Casa Abrigo Sol Nascente, FAS - Casa Família Caminhos da Esperança, FAS - Mosaico Centro-Dia, INAV, Lefan, Oásis Bárbara Maix, Pastoral da Criança, PATNA, SMED.

